Nove propostas para que a Igreja “diga sim ao chamado de Deus”:
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Que toda a comunidade seja ministerial (de serviço), cf. os dons de cada criatura, sem tutela, sem dominação;
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Que as comunidades, além de suas diretorias, tenham “conselhos pastorais” como lugares de comunhão, discussão e decisão;
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Que cada paróquia perceba não sermos mais uma religião de clientela, se reestruturando cf. princípio de que hoje a Igreja deve correr atrás das pessoas, e não as pessoas atrás da Igreja;
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Que a presença cristã na sociedade aconteça muito mais através de pequenas células vivas e entrelaçadas, ao invés de micro ou macro estruturas de poder;
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Que nosso clero retorne ao modelo do “pároco de aldeia” (ver livro de George Bernanos), acompanhando o povo a seus cuidados, sendo pastor e deixando de ser gerente, administrador, arquiteto, jurista, e outras coisas mais;
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Que tenhamos sabedoria e coragem para enfrentar as questões estruturais, experimentando e buscando odres novos, não simplesmente maquiando os antigos que não servem mais;
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Que a Eucaristia seja o centro de nossa vida litúrgica, uma Mesa aberta para todos e todas, mas sem esquecer que nosso povo também gosta de manter suas devoções tradicionais;
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Que o critério maior para planejar/monitorar/avaliar nossa caminhada por novas veredas seja o do Evangelho (ler reflexivamente São João 20.21), guiados pelo Espírito transformador de Deus;
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Que caminhemos na luz, vivamos como filhos de Deus, e o reconheçamos através do amor solidário especialmente aos pobres, portadores de necessidades, e excluídos (ler I Carta de João 4.7-10).
Santa Maria, 22/junho/2009 AD, Santa Maria Madalena.
+Jubal Neves, bispo anglicano